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Música
A música, inclusive por ser um assunto nunca abordado em publicações direcionadas a eventos em geral, é algo que nem sempre recebe a merecida atenção ao organizar-se uma comemoração. E o que muitos não sabem é que dela dependerá, em grande parte, o sucesso de uma festa e a satisfação de seus convidados.

Qual é o repertório adequado?
A escolha do repertório é uma responsabilidade compartilhada entre o organizador e quem é contratado para cuidar da música de uma festa.
O responsável pela organização do evento deve ter em mente que um casamento, por exemplo, é sinônimo de pluralidade de faixas etárias, o que já não ocorre em uma comemoração de Bodas de Ouro, na qual a música deve estar em harmonia com os protagonistas da festa.
Já o músico que estiver atuando durante uma festa de casamento deve saber que, embora seu objetivo seja agradar a todos os convidados, tudo em uma festa tem o seu momento certo: nada mais desagradável que música em alto volume ao iniciar-se um coquetel ou seleções dançantes durante o jantar.
Bossa-nova, jazz e clássicos populares em geral são sempre bem-vindos durante coquetéis, jantares ou mesmo em festas de caráter mais tranqüilo. Essas são ocasiões nas quais não se deve impor nada aos convidados, ou seja, o mais importante é criar um ambiente agradável para um reencontro de amigos.

Seleções com músicas de Frank Sinatra são excelentes para abrir a pista após o jantar, seguidas, por exemplo, de clássicos dos anos sessenta e setenta. Tratando-se de um casamento com público jovem, pode-se chegar à música dos dias atuais, devendo-se, entretanto, evitar certos ‘exageros’ como axé e funk.

Música ao vivo ou música mecânica?
Atualmente, é freqüente os salões oferecerem contratos que já incluem música mecânica em seus serviços. Essa prática, ao passo que elimina uma ou outra preocupação, exclui a possibilidade de escolher uma entre várias opções.
Se um músico e um DJ, grosso modo, cumprem a mesma função, podemos dizer que o fazem de maneiras bem distintas e, às vezes, complementares.

O que torna a música ao vivo interessante é o fato de um bom músico ser capaz de dar interpretações individuais e únicas a uma mesma canção. Ouvir músicas e suas diversas leituras, além de poder escolher, entre tantas formações disponíveis, a que melhor se adéqüe a um determinado tipo de evento ou espaço, são os atrativos da música ao vivo.
A música mecânica, contratando-se um bom profissional com amplo conhecimento de repertório, pode tornar-se um pouco mais versátil, já que atualmente há músicas que simplesmente não podem ser executadas ao vivo.
Vale sempre o bom senso. Festas de debutantes são território da música mecânica e bodas de prata ou ouro determinam a presença de música ao vivo; em casamento, ritual de passagem que pretende integrar convidados das duas partes, recomenda-se música ao vivo do início à metade da festa e, para finalizar, música mecânica.

Algumas dicas para escolher um bom profissional
Escolher um profissional não é uma tarefa fácil. O mercado sempre oferece sempre inúmeras opções e, por isso, é importante estar atento a alguns detalhes.
É essencial ter em mãos um release de quem se deseja contratar. Nele devem constar informações às quais devemos ficar atentos, tais como um breve histórico e lugares onde esse profissional já tenha atuado. É como um currículo: um release bem estruturado e bem escrito é sinônimo de profissionalismo e preocupação com o resultado de seu trabalho.

Em casos de festas onde as famílias sejam alemãs, armênias, italianas, judias, etc., preocupe-se em saber se o profissional tem o conhecimento desse repertório específico. Nunca, em hipótese alguma, contrate alguém por telefone. Faça uma visita, assista uma demonstração ao vivo, veja fotos e vídeos de eventos. E prefira também profissionais que demonstrem colocar o evento e a satisfação do cliente acima de seu ego.
Uma boa aparelhagem de som é fundamental. Caixas de som não devem ser pequenas sequer em eventos pequenos. Isto porque uma caixa de som maior poderá gerar um som com muito mais qualidade, ainda que em volume baixo.

Atenção a contratos com hora marcada: quase nenhuma festa dura apenas três ou quatro horas. Interromper a música pode significar terminar prematuramente a sua comemoração.

Algumas dicas para...
Eventos corporativos Quem vai a um evento corporativo busca contatos para novas possibilidades de negócios e, por isso, a música neste tipo de evento deve funcionar como pano de fundo a essas circunstâncias. Uma formação instrumental de música ao vivo interpretando, de maneira suave, clássicos da música nacional e internacional cumpre muito bem essa função, além de conferir-lhe um toque sofisticado. Em eventos maiores, deve-se tomar o cuidado de dispor várias caixas acústicas para que a música não se concentre numa pequena parte do espaço.
Debutantes Bar e Bat Mitzvah Estes são eventos com público predominantemente adolescente e, por isso, um bom DJ torna-se indispensável e uma formação de música ao vivo pode funcionar muito bem para recepcionar os convidados. No caso de um Bar Mitzva, deve-se verificar se o profissional a ser contratado conhece o tradicional repertório judaico.
Casamentos Como já dissemos, este é um evento onde diversidade é a palavra de ordem. Uma formação ao vivo que vá de jazz e bossa-nova a anos 70 seguida por um DJ que traga o repertório aos dias atuais, certamente criará a atmosfera necessária para que todos os convidados sintam-se acolhidos em algum momento da festa.
Bodas de Prata e Ouro Aniversários em geral São ocasiões em que o repertório escolhido deve estar em harmonia com os protagonistas da festa. Casais que hoje comemoram seus 25 anos de casados viveram intensamente os anos 70 e, os que celebram suas Bodas de Ouro, encantaram-se dançando ao som de clássicos como ‘Stranger in paradise’. É importante lembrar que esta festa é um reencontro de amigos: a música deve ser, ao mesmo tempo, suave e alegre.

André Molinero
Produtor musical (http://www.andremolinero.com)


Quantidade de bebidas
Em qualquer festa, a bebida faz a diferença e aponta o estilo da comemoração. Em celebrações de casamento, não podem faltar vinhos (tinto e branco), uísque de boa qualidade (com no mínimo 8 anos de envelhecimento), refrigerantes, águas e, lógico, o champanhe. “O ideal em uma festa de casamento é oferecer champanhe do início ao fim”, diz Vera Simão. Mas, quando o orçamento está apertado, não há problema em servir um bom espumante e deixar o champanhe para o momento de brindar, ao cortar o bolo. Nesse caso, é oferecida uma taça da preciosa bebida para cada convidado.

Para não errar na hora de comprar as bebidas, é importante verificar o que os convidados costumam beber e, assim, saber quantos preferem uísque, vinho, refrigerantes ou cerveja. Em geral, as mulheres bebem mais vinho e caipirinhas e os homens ficam entre o uísque e a cerveja.